Olá
Estou realizando um novo projeto, enquanto isso me ausentarei por um período, porém em breve estarei de volta com novos contos, poesias e pensamentos.
Enquanto isso aproveitem para relembrar as postagens já existentes.
Até Breve!
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Dias de verão
Toda manhã vejo o nascer do sol no teu olhar
Em teu sorriso, terei a certeza de que o dia será melhor
A troca de nossos beijos são ardentes como o meio-dia
O toque das suas mãos é leve como a brisa que vem ao entardecer
Nosso amor é como um dia de verão, quente, iluminado
E quando fica insuportável, a chuva vem e ameniza, assim como o frescor de uma noite estrelada
Não quero seus braços apenas em dias de verão, quero eternos momentos
Mesmo na apatia do inverno quero você para me aquecer
Que o sol nasça sempre nos teus olhos, mesmo quando os dias forem chuvosos
Quero ser a alegria do teu amanhecer e a força que te traz à todo o anoitecer.
Por Re Aquino
domingo, 8 de junho de 2014
Sem explicação
Amar, sem nunca ter visto
Sentir o perfume, sem saber os gostos
Tocar o coração e adivinhar os sentimentos
Sonho?
Imaginação?
Desejo ou premunição?
Arrepios e palpitações
O segredo do amor é assim...
Começo, meio e fim
Também é sonho
Também é conto
Também é desejo de esperar por esse amor verdadeiro, derradeiro e inesquecível
Assim é esse amor, sem explicação.
Música sugerida: Amor Verdadeiro - Catedral
(Clique pra ouvir)
Por Re Aquino
Sentir o perfume, sem saber os gostos
Tocar o coração e adivinhar os sentimentos
Sonho?
Imaginação?
Desejo ou premunição?
Arrepios e palpitações
O segredo do amor é assim...
Começo, meio e fim
Também é sonho
Também é conto
Também é desejo de esperar por esse amor verdadeiro, derradeiro e inesquecível
Assim é esse amor, sem explicação.
Música sugerida: Amor Verdadeiro - Catedral
(Clique pra ouvir)
Por Re Aquino
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Máscaras
As máscaras foram feitas para esconder o rosto, muito usadas em festas, onde pessoas não se continham, e liberavam todas as suas imaginações em todos os sentidos.
Hoje ainda muito usada, mas de forma diferente, não exatamente no rosto e feitas de papel marche, mas no sentido figurado, máscaras de personalidades falsas, máscaras de atores da vida cotidiana que escondem verdadeiras personalidades alienadas, sentimentos omitidos para conseguirem o que seja, no trabalho, com alguém mais próximo ou na sociedade, enfim, máscaras que disfarçam a verdadeira personalidade.
Máscaras podem ter grande durabilidade, duram até anos, mas não para sempre, pois com o tempo elas vão perdendo o brilho, o papel se deteriora, cai os pedaços, até que por fim não restará nada, e a descoberta da verdadeira imagem assusta, traz medo, desilusão, uma aparência decadente. Há pessoas que gostam de ver atores usando máscaras, pois não gostam da verdade, e de certa forma se deixam enganar, por não aceitarem uma realidade dura e cruel, ou uma realidade frustrante.
Todos na verdade usam máscaras, uns para fins negativos, e outros simplesmente para terem coragem de encarar fatos difíceis na vida.
Qual máscara está usando hoje? E quem é que está por debaixo dela?
Para ouvir: Máscara - Pitty
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Paralelo
No inverso eu canto
sorrio e encanto
É assim nesse inverso, o sorriso do menino e
o cantar do sabiá
Passos calmos sobre a relva
Livro, prosas e canções de ninar
No horizonte o alvorecer, o despertar
No inverso disso tudo, os meus olhos não querem encarar
As atitudes daqueles que já não sabem o que é o amar
Nesse verso um suspiro, um grito no escuro engasgar
Será o futuro desse verso, onde não se ver o sorriso do menino e nem o cantar do sabiá?
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Viagem no tempo.
O homem e tudo que há tem seu ciclo de vida, uma existência peculiar de cada ser.
Tudo que passa por esta terra deixa sua história no coração de quem fica ou gravada em lugares para ser descoberto por alguém no futuro.
Quão maravilhoso poder transpor a Galáxia, cruzar os Mares, percorrer Montanhas,
passear com toda a lentidão dos Séculos e conseguir o inimaginável, “A viagem no Tempo”.
Muitos já esqueceram como fazer esta viagem, outros se perderam em algum lugar por onde foi.
Retornar é necessário, pois temos que viver o hoje, o futuro se tornou passado e ou em presente.
Como deixamos a desejar nossa história, como esquecemos de continuar a escrevê-la.
A viagem é de risco, pois podemos lembrar de dividas que fizemos e que não pagamos, dividas com nossos sentimentos, com os sentimentos de terceiros, enfim, saber que foi tarde demais.
Viajar até o futuro ver coisas imprecisas, as frustrações.
Voltar para o tempo real e viver um dia depois o outro, aproveitar cada minuto da vida, guardar as lembranças e sempre estar viajando no tempo.
Mas nunca deixar de voltar e viver intensamente o hoje.
Re Aquino
Para ouvir: Dust in The Wind - Kansas
domingo, 25 de maio de 2014
Memórias
Faltando um dia para J.C. Completar seus 80 anos...
Sentado em uma cadeira na varanda do seu apartamento, com uma vista linda para a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, J.C. relembra alguns fatos de sua vida.
Ele ouve sua esposa falando ao telefone com seu filho mais velho confirmando a presença no grande dia de festa para comemorar os seus 80 anos, ela coloca em viva-voz, pois está preparando algumas guloseimas para seus netos, já na fase da adolescência.
Ele percebe a alegria e lembra de alguns fatos que aconteceram em sua vida; do nascimento de cada um dos seus filhos, do dia do seu casamento, mas, de repente quando seus olhos encontram com o iluminar daquela árvore solitária no meio da lagoa, se inundam com lágrimas de lembranças, de um dezembro, em especial, o dezembro de 2007, quando estava lá embaixo à beirada daquela lagoa ao lado de uma mulher que nunca mais viu, aquela mulher que ainda lhe faz lembrar de como era feliz, o mesmo que não encontra no olhar da mulher a quem escolheu para viver ao seu lado.
Ele lembra dos momentos que passaram juntos, das noites intensas e de carinho,
dos suspiros que ele tinha quando ela o colocava em seus braços e de cada emoção que viveu em tão pouco tempo ao lado dessa mulher, momentos que em todo amanhecer, voltavam em seus pensamentos, pensamentos os quais ele por inúmeras vezes tentou arrancar não só das lembranças, mas também do seu coração.
Ele deixa as lágrimas rolarem em seu rosto, porém de forma sutil para que sua esposa não perceba e fique triste, pois ela sempre soube que por maior que fosse o amor dele por ela, nunca se compararia o quanto ele amou aquela mulher do seu passado, o brilho que ele tinha no olhar nunca mais foi o mesmo.
Ele imagina como teria sido se tivesse sido corajoso, enfrentando à todos e colocado o seu coração acima de toda razão, se tivesse lutado com todas as forças contra seu orgulho e reconhecido o quanto a tinha feito sofrer, se tivesse jogado tudo para o ar, como no dia o qual teve vontade de beijá-la pela primeira vez.
Ah! Se eu tivesse vencido meu orgulho quando encontrei-me com ela para pegar meu CD da Roxette , e ter tido coragem para contar tudo o que levava em meu coração e, tê-la arrebatado com um demorado beijo.
Como estaríamos hoje, ela estaria aqui na varanda ao meu lado segurando minha mão, relembrando junto comigo estes momentos eternos.
Eu poderia não estar sentindo as lágrimas rolando em meu rosto agora, e não teria esse aperto no meu coração. Poderia eu, estar sorrindo como todas às vezes.
Será que ela hoje é uma estrela, ou será que neste momento está lembrando de mim,
será que o seu coração ainda lembra que amanhã é meu aniversário?
Como eu queria que o tempo voltasse naquele inicio de 2009 o qual eu não tive coragem de expor o que meu coração desejava, aquela vontade que durou meses, se eu tivesse deixado as coisas do passado no passado e visto que as coisas que aconteceram foram conseqüências dos meus atos. Presenciei uma parte da história da vida dela, fui amigo, vi o quanto ela sofreu quando nos separamos, e me fiz duro, não fui homem para pedir desculpas, não tive coragem de um último adeus.
Meu Deus! Como eu tratei alguém que amei tão mal, ignorando-a, achando que seus sentimentos não eram reais, era coisa passageira e banal, como pude ser tão tolo e duvidar da dor que ela sentiu, talvez tenha sido maior do que a que estou sentindo hoje ou tão igual.
Hoje, é tarde demais, tenho que secar minhas lágrimas, tentar sorrir, afinal, não quero que minha esposa veja que mais uma vez estou entediado, preciso fazer com que isso não transpareça em meu rosto, o hoje (futuro), foi minha escolha, preciso aceitar.
E foi assim...
No dia seguinte J.C. pôde junto a sua família comemorar seus 80 anos com festa, mas em seu coração ainda tinha um vazio e a dúvida de como teria sido se um dia ele tivesse tido coragem de dar uma chance a sua própria felicidade.
"Não espere que a felicidade bata à sua porta, aproveite a oportunidade que ela te da hoje."
Re Aquino
Para ouvir clique na música.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
O Obstinado
Gregório era um grande empresário de sucesso, 40 anos, filho único, seus pais já eram de idade avançada e ele quase não conseguia vê-los pela falta de tempo, às vezes a sua secretária ligava para saber como estavam passando, mas em épocas especiais Gregório lhes mandava presentes.
Gregório não tinha companheira, pois nenhuma mulher aguentava os esquecimentos, os atrasos e a falta de interesse dele, a cada dia era uma novidade no mercado financeiro ou sempre estava viajando, correndo de um lado para o outro atras de superar as metas que sempre se impunha.
Sua empresa crescia de "vento em popa" e seus lucros subiam cada vez mais, mas enquanto isso acontecia e ele prosperava, perdia seus amigos, família, saúde e o próprio tempo.
Um dia chegando em casa, já bem tarde, Gregório se sentiu muito cansado, sem fôlego, seus empregados já estavam recolhidos, então ele foi até seu bar e preparou uma bebida, pensando que o deixaria um pouco mais relaxado.
Subiu as escadas com o copo em uma das mãos e tirando a gravata com a outra, se apoiando pela parede, sentindo-se meio estranho, entra em seu quarto, coloca o copo na mesinha, senta na cama e quando tira sua blusa para tomar um banho antes de dormir, ele sente uma forte pontada no peito, tão forte que não o permite respirar, ele passa a mão no bolso da sua calça, pega o celular e disca para seu mordomo que está dormindo em seu quarto, logo , Gregório cai para trás e desmaia.
De repente Gregório acorda em um quarto claro, com algumas pessoas de branco a sua volta, e pergunta:
-O que faço aqui, o que são esses fios?
O médico se vira e diz que ele foi salvo por pouco, pois havia tido um enfarte, mas que já estava tudo bem, o médico ainda completa: -Mas se seu amigo não tivesse te socorrido...
Gregório passa a mão na cabeça, segura os fios dos aparelhos e tenta se lembrar do ocorrido, então ele lembra que a unica coisa que fez, foi ligar para seu mordomo, então no mesmo minuto ele pede ao médico para vê-lo.
O médico chama o mordomo até o quarto, ele entra e pergunta como Gregório estava, Gregório diz que está bem e o agradece por tê-lo salvado à vida.
Gregório volta para sua casa e passa alguns dias recluso, até que ao retornar para a empresa, ele decide fazer uma reunião.
Todos já reunidos, ele diz:
-Estive pensando: Depois desse episódio serei outra pessoa, analisei alguns fatores e resolvi que irei fazer uma viagem, estarei deixando a empresa sob a direção da Ana Lúcia, vi que é a melhor pessoa que pode ocupar o meu lugar.
Ele ainda não sabe para onde vai, mas pede para que seu mordomo prepare suas malas.
Gregório pergunta seu mordomo se suas malas já estão prontas, e diz que depois de tudo será um outro homem, mas ao chegar em seu quarto, ver uma mochila em cima da cama, e chama seu mordomo.
-Não entendi, onde estão minhas malas? Vejo somente essa mochila, o que você colocou aqui, não cabe nada!!
Gregório abre a mochila e ver que tem um terno, um jeans e um par de tênis, um par de chinelos e bermuda.
Ele então pergunta ao mordomo o que seria aquilo, o porquê que depois de anos ele faria uma brincadeira daquelas com ele.
O mordomo diz:
-Senhor, não é uma brincadeira, mas isso será tudo de necessário para seu uso. Escolhi as peças de acordo com as oportunidades que o senhor pode ter. Terno para os momentos de responsabilidades, tênis e jeans para momentos de lazer e chinelos para momentos relaxantes.
Então Gregório meio estressado com a ignorância do mordomo retruca:
-Como assim meu caro, você acha que em uma viagem eu usarei apenas 3 peças de roupas?
O mordomo calmamente o responde:
-Meu senhor, sei que será necessário o uso de outras peças, mas se pensar bem, verá que isso é a única coisa que precisará para ser não um outro homem, mas um homem capaz de olhar o mundo com inúmeras possibilidades para ser feliz.
Re Aquino
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
Super 8
Recomendo
A trama se passa no verão de 1979, quando um grupo de seis garotos, em uma cidade industrial de Ohio, testemunha uma catastrófica colisão noturna de uma caminhonete com um trem de carga.
Eles registram tudo com a câmera Super-8 com a qual estavam tentando fazer um filme. Não tarda para que eles comecem a desconfiar que aquilo não foi um acidente, quando misteriosos desaparecimentos começam a acontecer e a Força Aérea tenta encobrir a verdade — algo muito mais terrível do que eles poderiam imaginar.
Título Original: Super 8
Elenco: Joel Courtney, Jessica Tuck, Joel McKinnon, Miller, Ryan Lee, Zach Mills, Riley Griffiths
Direção: J.J. Abrams
Produção:J. J. Abrams, Bryan Burk e Steven Spielberg
Nacionalidade: Americana
Gênero: Ficção científica
Esse filme mexe com o imaginário e a fantasia que deve ter existido na infância de muitos que nasceram nas décadas em que a tecnologia não influenciava como hoje em dia. Crianças que procuravam um acontecimento surreal, uma história ou uma fantasia existente somente nas mentes criativas, quem nunca quis vivenciar um acontecimento único e fora da realidade?
domingo, 18 de maio de 2014
Falta algo
Um dia acordei e vi que faltava algo, sentia falta, mas não sabia do que era.
Fiz
minhas atividades como sempre, tomei um banho antes do café, liguei a
TV, mas sempre pensativa. O que será que está faltando?
Reguei as
plantas, lavei a louça, rotina do dia a dia.
Sentei novamente no sofá e
liguei a TV, olhei para um lado depois para o outro, sem saber o porquê
daquela sensação, qual o motivo daquela falta, senti-me melancólica, com
vontade de chorar, senti-me mal.
O final da tarde foi chegando, meu coração
acelerado, na espera de um telefonema, quem sabe se com um bom papo eu
poderia lembrar, talvez alguém dissesse uma palavra que fosse a chave
para o meu enigma, ou não, mas de tudo já valeria a pena.
Sentia-me mais ansiosa, pois o tempo passava e nada.
Resolvi
que sairia para distrair a mente, olhar as pessoas, caminhar um pouco,
talvez eu esqueceria de pensar no que estava faltando. Mas depois de
pronta, desisti, questionei, resmunguei.
Pronto, o telefone tocou, então
fui atender:
- Alô!
Eu respondi:
- Oi!
A pessoa do outro lado da linha
perguntou:
- Quem fala?
Neste mesmo milésimo de segundo o fone caiu da
minha mão, e tudo ficou tão claro.
Uma simples pergunta, “Quem fala?”
me fez refletir que faltava algo sim, mas que não era material e sim
algo que nunca deve faltar, algo importante, indispensável, um bem
maior, algo que deve ser lembrado todos os dias, horas, minutos,
segundos...
Lembrar de quem somos, o que temos feito por nós mesmos e
por tudo que está ao nosso redor, lembrar que cada dia que termina, não
volta, que viver em uma rotina constante não traz crescimento, mas traz
perda de tempo, tempo esse tão importante para uns que já não o tem
mais.
Tenhas esperança, expectativas na vida, sonhos, cuide-se,
olhe-se no espelho, dar-se valor, diga que és linda, magnífica,
maravilhosa, aceite um elogio de quem te ama.
Simplesmente, ame-se
todos os dias, com sol ou chuva, com problemas ou não, estando bela ou
nem tanto, mas nunca esqueças o seu valor, que és importante, que és
mulher.
Re Aquino
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Meu anjo
Queria poder ir mais além
Seguir seus passos até te encontrar
Olhar nos seus olhos e descobrir que ainda faço parte de ti
Queria te amar
Segurar suas mãos
Sentir seus beijos, os mais demorados, aqueles roubados, como diz em uma canção
Lembrar dos momentos quentes, já existentes, que nunca esqueci
Ter aquela alegria intensa
Saudades...
Queria só por mais um momento estar em seus braços, sentir seus carinhos e ouvir sua voz
Poder te encontrar de novo, sentir o teu corpo e te amar
Queria você como um dia eu tive, completo ao meu lado, mesmo confuso, mas apaixonado por mim.
Re Aquino
Para curtir:
Angel - Jon Secada (clique para ouvir)
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Nas pequenas coisas
Com o passar do tempo deixamos de perceber a importância nas pequenas coisas.
Não sentimos mais aquele cheirinho de terra molhada no final de uma tarde...
As manchas da lua cheia em uma noite de céu estrelado...
O sorriso de uma criança no banco de trás de um carro...
O balanço do galho de uma árvore quando o vento sopra...
A melodia de uma música antiga...
Um banho de chuva...
Uma corrida de pés descalços na grama...
Uma onda no mar...
Uma nuvem com formato de ovelha...
Coisas que um dia descobrimos e que hoje deixamos de lado, que esquecemos como foi bom, cada coisa vivida e experimentada.
Podemos
não ter nada, mas todo conhecimento e todas as experiências ao decorrer
da vida ninguém pode roubar de nós, somente é retirado se deixarmos cair
no esquecimento.
Tentar ser criança uma hora por dia, isso
permite lembrar de todas as coisas que vivemos, ser puro uma vez por dia,
ter o coração de criança com a força de um adulto, é vital para o ser.
Re Aquino
sábado, 10 de maio de 2014
Caros leitores,
Algum tempo atrás eu tinha um blog de poesias, pensamentos, contos, compartilhava letras de músicas que tocavam meu coração. Hoje definitivamente estou com este novo blog, estou adorando voltar a escrever e poder compartilhar alguns pensamentos com todos, pois do que adianta sonhar, expandir a mente e voar com a imaginação, se não permitir que outras pessoas viajem junto nesse mundo de inúmeras possibilidades.
Espero que vocês leitores, gostem de cada postagem e participem com suas opiniões e ideias.
Re Aquino
Curtam a música:
Come Away With Me - Norah Jones
(clique para ouvir)
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Flor Amarela
Em uma cidadezinha, morava uma senhorinha viúva que cultivava sua terra, trabalhava dia após dia para alimentar seus filhos.
Os anos passaram e seus dois pequenos filhos cresceram.
Um dia José o filho mais velho decidiu ir para cidade grande investir na sua carreira, queria estudar, trabalhar e economizar alguns trocados para depois voltar e ajudar sua mãe que tanto trabalhou. O outro, João, decidiu ficar e continuar a trabalhar na terra, pois pensava em cuidar de sua mãe que já não era tão moça.
Os dois evoluíram, um virou doutor e outro fez a terra prosperar e dar muitos frutos, porém José não voltou como havia prometido, a cidade grande o conquistou e somente em datas comemorativas mandava lindas flores para sua querida mãe, João, não saía de perto e continuava cuidando dela assim como no inicio.
Em todas as datas comemorativas José que era doutor mandava flores. Mas João, um dia observando sua mãe no caminho de casa, percebeu que sempre ao passar perto de umas rochas ela olhava encantada para algumas flores amarelas que cresciam bem lá no alto.
Um dia depois do trabalho, João escalou aquelas rochas e conseguiu pegar a ultima flor que resistiu em pouca terra que havia entre aquelas rochas, mas quando ele desceu, não esperava por um belo escorregão e ao se segurar, esmagou a bela flor amarela entre sua mão e a rocha.
João ficou desolado, pois queria fazer uma surpresa para sua mãe, já que aquela pequena flor amarela iluminava seus olhos toda vez que ela a via, foi então que ele teve uma ideia, pegou um vasinho, colocou terra de perto do riacho e enterrou aquela flor, ele tinha a esperança de que um dia ela poderia crescer e dar outras flores tão lindas quanto.
Após fazer isso João chegou em casa com o vasinho nas mãos e viu a sala cheia de flores, sentiu um perfume maravilhoso, eram as rosas que seu irmão José mandara entregar, João, meio triste por não ter conseguido levar aquela flor amarela inteira, deixou o vasinho próximo a janela e pediu para que todos os dias sua mãe o regasse. Sua mãe sem entender muito o que era, cumpriu com a promessa e todos os dias pela manhã ela regava aquele vasinho de terra.
Um dia apontou um pequeno ponto verde, então ela curiosa para saber qual plantinha era, continuou a cuidar. Com o passar do tempo aquela mudinha fora crescendo, e estava mais forte e várias folhas apareceram. As flores que José havia entregado não resistiram com o tempo, murcharam e apodreceram e atraíram até moscas, então foram jogadas no lixo. Embora sua mãe não sabendo qual era aquela plantinha, ela continuou a regar.
Quando José enviou novas rosas a sua mãe, aquela plantinha também florescia, e quando ela viu a flor amarela seus olhos encheram de lágrimas imaginando como foi árduo o empenho de João quando chegou com aquele vasinho de terra em casa e a presenteou. Aquela flor amarela sempre irá florescer , pois possui raízes, mas as que José sempre manda entregar, serão lindas, mas depois de alguns dias murcharão.
Re Aquino
sábado, 3 de maio de 2014
Ser Amigo, é...
Ser amigo, é...
...dedicar um tempo para estar
junto, mesmo que distante...
É saber respeitar, mesmo sabendo que
suas idéias são diferentes...
É saber ouvir, e ficar atento no que
ele diz...
É saber falar no momento certo, e
saber quando calar...
É olhar nos olhos...
É saber não magoar, mesmo naqueles
momentos difíceis...
É não mostrar sempre os erros, mas
tentar ver os acertos...
É cuidar, sem proteger demais...
É encorajar...
É dizer o que sente, as coisas boas
e as “não tão boas” também...
É ser verdadeiro, por mais que
contrarie o outro...
É ser humilde por espontaneidade, e
não dizer “eu sou humilde!”, pois quando diz, já deixou de ser...
É ser solidário, sem esperar
recompensas...
É não exigir aquilo que não sabes se
um dia também não poderá fazer...
É entender um momento de fúria, mas
não aceitar, depois com calma, resolver...
É aceitar o outro do jeito que é,
sem esperar que ele se torne um clone seu...
É erguer quando o outro cair...
É esquecer as coisas ruins do
passado e lembrar só dos momentos bons...
É dizer coisas boas, manter um
sorriso nos lábios, brincar como se tivessem cinco anos...
É amar, independente das manias
loucas...
É compartilhar...
É ser saudável...
É dar liberdade...
É ter sensibilidade, sem ser
sensível, pois assim saberá suprir o outro em um momento de crise...
É não tomar pra si as dores do
outro, e sim cuidar das feridas...
É ser alguém especial...
É existir sempre...
É amar incondicionalmente...
É “curtir” um final de tarde na
praia, ou um começo de noite no shopping...
É ser você...
É ser simplesmente amigo.
Re Aquino
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Joaquim e o Dragão
O
motorista do ônibus entra na estradinha de terra e areia, levantando um
pouco de poeira, pois o dia tinha sido de sol e muito calor. O ônibus
para, Joaquim desce avistando sua mãe no pequeno portão de madeira que
ficava na cerca de trás junto a um jardim com várias flores coloridas e
plantas rasteiras. Joaquim corre para sua mãe, acena para os coleguinhas
que ficaram no ônibus e segura a mão de sua mãe e juntos caminham até a
porta da cozinha.
O menino mais
que depressa pergunta sua mãe se ela havia feito bolo, sua mãe balança a
cabeça com um lindo sorriso afirmando, com um leve tapinha em seu
bumbum o manda lavar as mãos. Ele corre para o banheiro, troca sua
roupa, lava suas mãos e se olha no espelho pensando que falta pouco para
seu pai chegar em casa para brincar com ele.
O
menino desce as escadas cantarolando, senta-se a mesa e sua mãe fala
que o bolo é o que ele mais gosta, bolo de formiga. Ele sorrir e viaja
em sua imaginação, visualizando o bolo em cima da mesa e várias
formiguinhas marchando em direção ao bolo, entrando em seus furinhos e
virando pequenos pedaços de chocolates. Sua mãe parte uma fatia e leva
até o pratinho que está em uma das mãos de Joaquim, mas enquanto a fatia
se aproximava do pratinho algumas migalhas caem pela mesa e o menino
com seus dedinhos pequenos e roliços catam as pequenas migalhas e de
pouco em pouco as coloca em sua boca.
Joaquim
se apressa em comer, pois sabia que faltava pouco para a brincadeira
começar. O menino ouve o portão da garagem fazendo aquele barulho de
enferrujado. Joaquim logo se levanta com a sobra do bolo em sua mão e
corre para fora.
Seu pai logo pega
as duas espadas de brinquedo que estavam no canto da varandinha, pois
Joaquim adorava bater espadas, sentia-se um príncipe a matar o dragão do
penhasco encantado. Os dois seguiram brincando até chegar próximo a um
penhasco que tinha uma vista linda para o mar, onde tinha uma caverna
que descia até o mar, era muito perigoso, pois a maré subia e enchia boa
parte, e quando o mar estava muito agitado as ondas entravam por sua
fenda empurrando o ar até a saída da caverna emitindo um som parecido
com um gruído de um animal muito grande, por esse motivo essa caverna
tinha o nome de O Dragão do Penhasco.
Sempre
ao chegar perto da caverna o menino pedia a seu pai para derrotar
aquele Dragão e seu pai dizia que era impossível porque até aquele dia
ninguém havia conseguido.
Seus
pais sempre mantinham acesa a fantasia em Joaquim, achavam que era muito
novo para participar de toda a realidade do mundo adulto e com isso
dentro deles também existia aquela infância que nunca seria roubada.
Os
dois retornaram para casa, por já está anoitecendo, mas não podiam
perder aquele lindo por- do- sol, que avistavam daquele penhasco mágico.
Logo chegaram em casa e foram se preparar para saborear o jantar que sua mãe havia preparado com todo carinho.
Isso se repetia todos os dias, a mesma rotina, mas que para aquela família se diferenciava a cada momento.
Um
dia o menino que esperava o pai ansioso para brincar, teve que se
divertir sozinho, pois o pai ficaria preso no trabalho até mais tarde,
pois um amigo teria adoecido, e por isso precisaria então adiantar as
tarefas para o dia seguinte. Joaquim pediu para brincar sozinho, sua mãe
o recomendou ficar até o limite do alcance dos seus olhos, que seria
até o final do gramado de seu quintal. Mas nesse dia o tempo estava
nublado, possível de tempestade. O menino começou a brincar, sua mãe
sentada na varandinha observando a alegria e junto sendo feliz por ter
uma família maravilhosa. O telefone toca e ela precisa atender, logo
fica entretida com sua mãe contando que sua cadelinha tinha tido 5
filhotes, seria boa hora para Joaquim ter a responsabilidade de um outro
ser em sua dependência – pensou sua mãe. Enquanto isso o menino ainda
lá fora brincando com o vento, foi se distanciando, até que começou a
ouvir aquele dragão gruindo fortemente, ele para, seus bracinhos se
arriam, ele fica estático por alguns milésimos de segundo e cada vez
aquele gruído ficava mais forte. O menino com a espada em uma das mãos,
caminha lentamente na direção da caverna, ele fica hipnotizado, com sua
imaginação “a mil”. Quando chegou ao limite máximo permitido por seu pai
e o vento já soprando em seus cabelos, ele ergue uma de suas mãos
ficando no aguardo da saída daquele dragão monstruoso, como o dragão não
saía o menino resolveu ser o bravo e mesmo inseguro, ele, passo a passo
caminha para a entrada caverna. O vento ficava mais forte e seus
olhinhos já estavam úmidos das gotículas das ondas, até que ele entra.
De repente um grito corta o gruído e o menino é segurado firmemente em
seu braço por sua mãe. Ela ajoelha e o abraça bem apertado e com muito
carinho, ele apenas diz: - Mamãe eu só queria matar o dragão, quem sabe
mamãe ele nem é tão mau assim, pois ele só faz barulho e nunca saí para
nos atacar, será que ele não quer ser meu amigo? Sua mãe o pega no colo e
voltam para casa.
Os
pais de Joaquim entendem que por mais que a infância seja perfeita, tem
um momento em que a realidade é necessária, mesmo que amadureça os
sonhos, a imaginação e a fantasia.
Re Aquino
quarta-feira, 30 de abril de 2014
O Viajante
Sebastião estava na cidade grande, pois queria tentar a vida, achando que daria algo de melhor a sua mãe que morava em sua casinha no sertão. Era ainda moço, e medo, isso ele não tinha. Mas ele se sentia cansado e com saudade de sua terra, de suas raízes e de sua mãe. Dez anos se passara e ele com tudo que juntou, resolveu seguir de volta para sua casa.
Na estrada de volta para sua terra, Sebastião conheceu várias pessoas, uma delas fora uma família que perdera tudo depois de uma tempestade, só tinha apenas um teto construído pelas mãos de um pai que com muitos esforços lutava para que tudo fosse reconstruído. Sebastião comovido com os esforços daquela família tão unida, deixou uma parte do que tinha, era pouco, mas ajudaria bastante.
Logo ele continuou sua viagem e logo avistou uma casa iluminada, algumas árvores ao redor, ele meio sem forças por ter caminhado muito aquele dia, vai naquela direção, era um casal que à muito tempo não via seus filhos e netos, estavam muito tristes, então acolheram o viajante, deram de comer e beber, e como forma de agradecimento, o moço deixou sua alegria para que aquele casal não sentisse mais a forte saudade de seus filhos e netos.
No dia seguinte o viajante continua sua jornada. Foi quando resolveu pedir um pouco d’água a uma senhora em frente a uma casa, era uma senhora muito velhinha. Ele pede um capo d’água e com um pouco de conversa a velhinha conta que seu marido estava muito doente e acamado, não conseguia mais arar a terra, nem colher os alimentos. O viajante então lavrou a terra, colheu os frutos e deixou para aquele casal sua juventude, para que eles tivessem fôlego para sobreviver.
Já meio cansado, o viajante já não tinha mais aspecto como tal.
Ele encontra outra casa, com muito luxo, carros na porta, e foi então que ele pede ajuda, um pouco de água, roupas para ajustar naquele novo corpo que estava mais magro e alimentos. Aquele homem que morava só naquela casa cheia de luxo não se negou a ajudá-lo, então o viajante agradeceu pela hospitalidade e diz aquele homem que havia praticado um ato muito nobre, mas o homem declara que não poderia ajudar mais as pessoas por muito mais tempo, pois sua saúde estava muito debilitada e não teria muito tempo de vida, foi então como forma de agradecimento que o viajante deixou para aquele homem sua saúde, doou um de seus rins para aquele homem.
Quando o viajante não tinha mais forças de muito caminhar e de deixar um pouco de si para cada uma daquelas pessoas, foi então que ele se depara com uma casinha pequena e simples, e de repente ele não enxerga mais nada e cai ao chão. Uma senhora o encontra e o leva para casa, o coloca em uma cama e espera ele acordar. Depois de algumas horas aquele viajante desperta ainda muito fraco e sorrir para aquela moça, e em seus olhos as lágrimas escorrem, pois se lembrou de alguns momentos que viveu antes de ir para cidade grande. Ele estava muito fraco e com a respiração muito lenta, mas pergunta aquela senhora, por quê daquele olhar triste, e ela fala: - Meu senhor, meu filho partiu há mais ou menos dez anos e nunca mais o vi, não tenho mais esperanças de que ainda vive, meu coração dói muito.
Ela então pega um pano úmido e passa no rosto empoeirado daquele rapaz.
O viajante suspira e entrega para aquela mulher sua esperança.
Porém de repente ele sente sua mão ser apertada e ouve o choro daquela mulher, logo ele novamente suspira e desperta daquele corpo envelhecido. A moça solta sua mão e corre para fora de casa gritando: - Meu filho voltou.
O viajante deixou um pouco de si para cada um por onde passou, e levou para si um pouco de cada um, foi então que conseguiu retornar para sua casa e trazer o que nunca havia deixado, a esperança.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Passarinho
Vem sempre a minha janela, o que quer buscar?
Descanso para suas asas ou somente fica a me observar?
Nunca passa do limite do mármore e quando tento aproximar-me, você voa, fazendo-me imaginar se no dia seguinte irá voltar.
Por que não entra Passarinho?
Por que não pousa no meu braço para descansar?
Permita que eu te toque, acaricie seu peito e te alimente.
Deixa eu te conhecer, saber suas histórias contadas em marcas que traz com o tempo e a luta diária pela vida.
Passarinho cante sua melodia e faça trêmulo meu coração.
Não tenha medo do embalo do meu braço, não há nada em minhas mãos, não cortarei suas penas e a janela ficará sempre aberta, pois não quero deixar de vê-lo voar.
Seja livre Passarinho, mas não deixes de voltar.
Re Aquino
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
A Vida Não é Fácil
No caminho de casa voltando da escola, João é espancado por seu irmão mais velho, pois havia dito que contaria a sua mãe que o mesmo havia furtado uma caneta da professora.
Ao chegar em casa meio machucado pela agressão, foi até sua mãe para contar que seu irmão a caminho de casa o havia agredido, sua mãe imediatamente pega seu chinelo e diz:
- João essa é para você aprender a não ser dedo duro, que coisa feia!!
João entra em seu quarto e no dia seguinte ao chega à escola, se depara com a professora, que repara sua tristeza e seus machucados e ela pergunta o que houve. João então suspira e diz:
- Professora, ontem no caminho de casa disse a meu irmão que iria contar para mamãe que ele havia furtado sua caneta e ele me espancou, quando cheguei em casa fui contar para mamãe e ela me bateu por eu contar o que meu irmão tinha feito. A professora olhou para o João abaixou próximo ao garoto e diz: - Que coisa feia João, como pode falar assim da sua mãe, ela que te carregou durante 9 meses... João a interrompe e diz: - Não professora! Foram 7 meses... Então a professora bravamente fala: - João você está me respondendo? Já pra sala do diretor!
João com sua mochila sai de cabeça baixa e vai até a sala do diretor, chegando lá o diretor pergunta o que houve. João então tenta se explicar, e percebe que o diretor fica com uma cara muito esquisita, com uma das sobrancelhas levantadas e João para a explicação e logo diz:
- Bem diretor, o negocio é o seguinte, ontem peguei a caneta da professora sem ela saber, surrei meu irmão pq ele ia contar para minha mãe e quando cheguei em casa disse a ela que meu irmão era dedo duro, chegando na escola falei mal da minha mãe pra professora e ela me mandou para cá...
O diretor então olha para João e logo diz:
- Aha! Você me lembrou de quando eu era criança, mas não faça mais isso, volte pra sala e lembre-se seja bonzinho!!
Re Aquino
quinta-feira, 10 de abril de 2014
A Secretária
Joana foi promovida em sua
empresa, de telefonista a secretária executiva, sua sala dava acesso
diretamente à do seu chefe, um homem muito discreto, na faixa dos seus 40 anos,
com um grande potencial empresarial.
Joana todos os dias ao chegar à empresa organizava todas as tarefas
do dia e sempre recebia elogios do seu chefe. Um dia ao
chegar à empresa Joana percebeu que sua mesa havia sido
remexida, pouca coisa, mas percebeu que havia um pouco de sujeira sobre
a mesma; ela não pensou duas vezes e a limpou. Durante o
dia ela sentiu que estava sendo observada, porém ficou meio tensa, mas
deixou pra lá, seguiu achando que era coisa de sua cabeça. No
decorrer dos dias ela notou que o clima estava ficando agitado, e isso a
incomodava muito, mas ela continuou levando seu trabalho a sério, afinal
ela
conseguiu esse cargo com muito sacrifício e não deixaria nada
atrapalhar seu
plano de carreira na empresa.
Um dia
Joana estava arrumando seu
armário quando sentiu um movimento atrás dela, então ela
que agachada estava levantou-se lentamente, pois sentiu-se encurralada
naquele pequeno
espaço. Quando se virou a seguraram fortemente pelo braço, o que a
deixou nervosa. Joana tenta sair daquela situação, se debatendo,
tentando
se livrar daquelas garras sujas e agressivas,
começa a gritar e por fim chama a atenção de
todos, conseguindo livrar-se das garras, ela pega um troféu que
estava em sua mesa de mármore, que recebeu de premiação pelo
maior crescimento anual de preparo de funcionários, e com toda força
acerta-lhe
a cabeça em cheio, todos ao redor ficaram aterrorizados pelo
episódio ocorrido, ao verem aquele ser
caído ao chão, morto, imóvel, com sua cabeça esfacelada com toda aquela
massa espalhada pelo chão, foi então que todos ficaram tensos e sem
entender o porque daquilo. Ainda enfurecida
arrasta aquele ser abominável até a janela e o joga para fora do
prédio.
Todos ficam horrorizados pela frieza de Joana e indignados se
afastam, ela chega próximo ao telefone e faz uma chamada: - Alô, por
favor, venha a cobertura,
estamos precisando que uma limpeza seja feita imediatamente.
Do outro
lado a pessoa pergunta: - O que tenho que limpar senhora? Joana
respira fundo e responde: - Matei uma
barata que à semanas se escondia na minha sala.
Re Aquino
quarta-feira, 2 de abril de 2014
O Carteiro
Todos dias bem cedo Valdir, o carteiro,
entregava suas cartas no mesmo bairro aonde morava. Era um bairro pequeno, arborizado,
com muitas flores e pássaros, aonde as pessoas se conheciam e paravam no parque
para conversar.
Valdir
sempre usava sua bicicleta para fazer suas entregas, pois faria com mais
rapidez e ainda restaria tempo de sentar-se no parque para ler um livro, antes de retornar
aos correios para entregar seu material.
Um
dia de primavera, bem cedo, Valdir ao passar
pela Rua das Flores, próximo ao número 44, transversal à rua principal
que dava
para o parque, avistou uma bela moça de cabelos cacheados, quase alvos,
com os
olhos amendoados, cheios de vida, observando os pássaros cantando e
voando de
galho em galho. Por um momento o tempo parou para aquele jovem carteiro
que se
viu encantado pela jovem na janela. De tão encantado que ficou, ele já
não sentia mais o vento deslizando
pelo seu rosto, balançando os finos fios do seus cabelos cor de mel, seu
coração
acelerou, e fixou seus olhos naquela janela até não avista-la mais,
então passou por aquela casa aonde ele havia visto a mais rara
beleza, que para ele era como óleo em tela aquela que estava na janela.
E todos os dias pela Rua das Flores ele
passava, esperando que ali ela estivesse e que um dia o pudesse ver.
Um dia Valdir tirou da bolsa uma carta com o número daquela casa, foi o dia que ele mais
esperava, pois quem sabe ela o notasse e também por ele se apaixonasse.
Foi
então nesse dia que ele arriscaria toda sua sorte e, foi como se o
destino o fizesse de novo menino cheio
de felicidade só pelo simples fato de colocar aquela carta. E foi nesse
momento que aquela jovem que estava na janela por todos aqueles dias que
ele passava, o notou, olhou para ele com um
sorriso singelo e o agradeceu apenas com um leve movimento com sua
cabeça.
O Carteiro ficou como se o cupido o tivesse flechado. Após este dia ela sempre quando o via
acenava e sorria. Mas o Carteiro não se conformava, e sempre se perguntava, o por quê que ela nunca se
levantava e o esperava do lado de fora para uma troca de palavras.
Ele já estava triste com a esperança a fugir,
se achando apenas um carteiro que nunca poderia um dia naquele coração fazer
sua moradia.
Foi então que uma grande encomenda chegou de
longe, uma caixa pesada, cheia de selos e grifada, era para aquele endereço, havia
um nome feminino no destinatário, seria ela, Miriam? Então ele deixou aquela
entrega para ser a ultima, pois em sua bicicleta não teria como carregar. No
final da tarde Valdir, o carteiro, foi até os correios e na carona do carro de
entregas grandes, seguiu a caminho da Rua das Flores, seria sua ultima tentativa
de ouvir aquela moça tão linda por quem ele se apaixonou. O motorista para o
carro de entregas em frente à casa, o carteiro desce rápido e junto com o
motorista pega aquela caixa e ao entrar por aquele portão que o separava de
sua amada, a viu novamente sentada naquela janela encantada, logo a porta se
abre e um homem aponta lá de dentro todo sorridente, o carteiro vai
perdendo suas forças, seu olhar perdendo o brilho e seu sorriso ficando
amarelado, todo desanimo caiu sobre ele naquele momento de
frustração, pois havia a possibilidade dela ser comprometida. O carteiro com a voz trêmula por
engolir o choro, diz: - Boa tarde. Somos do correio e temos uma entrega para
a senhora Miriam. Onde podemos colocar?
O homem então responde: - Olá, Miriam é
minha filha, coloque a caixa ali no canto esquerdo da sala, pois vou buscá-la
para ela ver o que chegou.
Então o carteiro suspira aliviado daquele
homem ser apenas seu pai.
Ainda
se recuperando do susto, ele avista a
silhueta daquele homem vindo contra a luz, luz que entrava por aquela
janela e que o atrapalhava de ver direito, então ele sobrepõe sua mão
sobre seus olhos para diminuir a claridade e avista o pai daquela jovem a
trazendo em seus braços. Logo o carteiro novamente por um segundo
congelou suas reações, tentando entender ou explicar a si mesmo todos os
pensamentos que teve durante todos aqueles dias em que imaginava o
porquê que ela nunca
se levantava e o esperava do lado de fora de sua casa. Neste momento o
silêncio foi quebrado com a voz daquela jovem dizendo:
-
Olá seu carteiro, sabia que um dia deixaria de apenas acenar. Esperava
que um dia alguma encomenda grande chegasse para que você aqui entrasse e
então eu pudesse saber o seu nome.
O carteiro então sorrir ainda trêmulo e quase ainda sem voz diz: -Valdir, meu nome é Valdir.
O
pai então rasga os lacres da caixa,
corta o papelão com a ajuda de Valdir e tira lá de dentro, em meio as
bolinhas de isopor, uma cadeira, não de balanço, mas aquela que a faria
sair todos os dias
de casa para passear no jardim, não esperando mais o carteiro entregar suas
carta, mas esperando aquele que se tornou seu grande amor.
Re Aquino
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