segunda-feira, 28 de abril de 2014

Passarinho


Vem sempre a minha janela, o que quer buscar?
Descanso para suas asas ou somente fica a me observar?
Nunca passa do limite do mármore e quando tento aproximar-me, você voa, fazendo-me imaginar se no dia seguinte irá voltar.
Por que não entra Passarinho?
Por que não pousa no meu braço para descansar?
Permita que eu te toque, acaricie seu peito e te alimente.
Deixa eu te conhecer, saber suas histórias contadas em marcas que traz com o tempo e a luta diária pela vida.
Passarinho cante sua melodia e faça trêmulo meu coração.
Não tenha medo do embalo do meu braço, não há nada em minhas mãos, não cortarei suas penas e a janela ficará sempre aberta, pois não quero deixar de vê-lo voar.
Seja livre Passarinho, mas não deixes de voltar.

Re Aquino



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