Amar, sem nunca ter visto
Sentir o perfume, sem saber os gostos
Tocar o coração e adivinhar os sentimentos
Sonho?
Imaginação?
Desejo ou premunição?
Arrepios e palpitações
O segredo do amor é assim...
Começo, meio e fim
Também é sonho
Também é conto
Também é desejo de esperar por esse amor verdadeiro, derradeiro e inesquecível
Assim é esse amor, sem explicação.
Música sugerida: Amor Verdadeiro - Catedral
(Clique pra ouvir)
Por Re Aquino
domingo, 8 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Máscaras
As máscaras foram feitas para esconder o rosto, muito usadas em festas, onde pessoas não se continham, e liberavam todas as suas imaginações em todos os sentidos.
Hoje ainda muito usada, mas de forma diferente, não exatamente no rosto e feitas de papel marche, mas no sentido figurado, máscaras de personalidades falsas, máscaras de atores da vida cotidiana que escondem verdadeiras personalidades alienadas, sentimentos omitidos para conseguirem o que seja, no trabalho, com alguém mais próximo ou na sociedade, enfim, máscaras que disfarçam a verdadeira personalidade.
Máscaras podem ter grande durabilidade, duram até anos, mas não para sempre, pois com o tempo elas vão perdendo o brilho, o papel se deteriora, cai os pedaços, até que por fim não restará nada, e a descoberta da verdadeira imagem assusta, traz medo, desilusão, uma aparência decadente. Há pessoas que gostam de ver atores usando máscaras, pois não gostam da verdade, e de certa forma se deixam enganar, por não aceitarem uma realidade dura e cruel, ou uma realidade frustrante.
Todos na verdade usam máscaras, uns para fins negativos, e outros simplesmente para terem coragem de encarar fatos difíceis na vida.
Qual máscara está usando hoje? E quem é que está por debaixo dela?
Para ouvir: Máscara - Pitty
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Paralelo
No inverso eu canto
sorrio e encanto
É assim nesse inverso, o sorriso do menino e
o cantar do sabiá
Passos calmos sobre a relva
Livro, prosas e canções de ninar
No horizonte o alvorecer, o despertar
No inverso disso tudo, os meus olhos não querem encarar
As atitudes daqueles que já não sabem o que é o amar
Nesse verso um suspiro, um grito no escuro engasgar
Será o futuro desse verso, onde não se ver o sorriso do menino e nem o cantar do sabiá?
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Viagem no tempo.
O homem e tudo que há tem seu ciclo de vida, uma existência peculiar de cada ser.
Tudo que passa por esta terra deixa sua história no coração de quem fica ou gravada em lugares para ser descoberto por alguém no futuro.
Quão maravilhoso poder transpor a Galáxia, cruzar os Mares, percorrer Montanhas,
passear com toda a lentidão dos Séculos e conseguir o inimaginável, “A viagem no Tempo”.
Muitos já esqueceram como fazer esta viagem, outros se perderam em algum lugar por onde foi.
Retornar é necessário, pois temos que viver o hoje, o futuro se tornou passado e ou em presente.
Como deixamos a desejar nossa história, como esquecemos de continuar a escrevê-la.
A viagem é de risco, pois podemos lembrar de dividas que fizemos e que não pagamos, dividas com nossos sentimentos, com os sentimentos de terceiros, enfim, saber que foi tarde demais.
Viajar até o futuro ver coisas imprecisas, as frustrações.
Voltar para o tempo real e viver um dia depois o outro, aproveitar cada minuto da vida, guardar as lembranças e sempre estar viajando no tempo.
Mas nunca deixar de voltar e viver intensamente o hoje.
Re Aquino
Para ouvir: Dust in The Wind - Kansas
domingo, 25 de maio de 2014
Memórias
Faltando um dia para J.C. Completar seus 80 anos...
Sentado em uma cadeira na varanda do seu apartamento, com uma vista linda para a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, J.C. relembra alguns fatos de sua vida.
Ele ouve sua esposa falando ao telefone com seu filho mais velho confirmando a presença no grande dia de festa para comemorar os seus 80 anos, ela coloca em viva-voz, pois está preparando algumas guloseimas para seus netos, já na fase da adolescência.
Ele percebe a alegria e lembra de alguns fatos que aconteceram em sua vida; do nascimento de cada um dos seus filhos, do dia do seu casamento, mas, de repente quando seus olhos encontram com o iluminar daquela árvore solitária no meio da lagoa, se inundam com lágrimas de lembranças, de um dezembro, em especial, o dezembro de 2007, quando estava lá embaixo à beirada daquela lagoa ao lado de uma mulher que nunca mais viu, aquela mulher que ainda lhe faz lembrar de como era feliz, o mesmo que não encontra no olhar da mulher a quem escolheu para viver ao seu lado.
Ele lembra dos momentos que passaram juntos, das noites intensas e de carinho,
dos suspiros que ele tinha quando ela o colocava em seus braços e de cada emoção que viveu em tão pouco tempo ao lado dessa mulher, momentos que em todo amanhecer, voltavam em seus pensamentos, pensamentos os quais ele por inúmeras vezes tentou arrancar não só das lembranças, mas também do seu coração.
Ele deixa as lágrimas rolarem em seu rosto, porém de forma sutil para que sua esposa não perceba e fique triste, pois ela sempre soube que por maior que fosse o amor dele por ela, nunca se compararia o quanto ele amou aquela mulher do seu passado, o brilho que ele tinha no olhar nunca mais foi o mesmo.
Ele imagina como teria sido se tivesse sido corajoso, enfrentando à todos e colocado o seu coração acima de toda razão, se tivesse lutado com todas as forças contra seu orgulho e reconhecido o quanto a tinha feito sofrer, se tivesse jogado tudo para o ar, como no dia o qual teve vontade de beijá-la pela primeira vez.
Ah! Se eu tivesse vencido meu orgulho quando encontrei-me com ela para pegar meu CD da Roxette , e ter tido coragem para contar tudo o que levava em meu coração e, tê-la arrebatado com um demorado beijo.
Como estaríamos hoje, ela estaria aqui na varanda ao meu lado segurando minha mão, relembrando junto comigo estes momentos eternos.
Eu poderia não estar sentindo as lágrimas rolando em meu rosto agora, e não teria esse aperto no meu coração. Poderia eu, estar sorrindo como todas às vezes.
Será que ela hoje é uma estrela, ou será que neste momento está lembrando de mim,
será que o seu coração ainda lembra que amanhã é meu aniversário?
Como eu queria que o tempo voltasse naquele inicio de 2009 o qual eu não tive coragem de expor o que meu coração desejava, aquela vontade que durou meses, se eu tivesse deixado as coisas do passado no passado e visto que as coisas que aconteceram foram conseqüências dos meus atos. Presenciei uma parte da história da vida dela, fui amigo, vi o quanto ela sofreu quando nos separamos, e me fiz duro, não fui homem para pedir desculpas, não tive coragem de um último adeus.
Meu Deus! Como eu tratei alguém que amei tão mal, ignorando-a, achando que seus sentimentos não eram reais, era coisa passageira e banal, como pude ser tão tolo e duvidar da dor que ela sentiu, talvez tenha sido maior do que a que estou sentindo hoje ou tão igual.
Hoje, é tarde demais, tenho que secar minhas lágrimas, tentar sorrir, afinal, não quero que minha esposa veja que mais uma vez estou entediado, preciso fazer com que isso não transpareça em meu rosto, o hoje (futuro), foi minha escolha, preciso aceitar.
E foi assim...
No dia seguinte J.C. pôde junto a sua família comemorar seus 80 anos com festa, mas em seu coração ainda tinha um vazio e a dúvida de como teria sido se um dia ele tivesse tido coragem de dar uma chance a sua própria felicidade.
"Não espere que a felicidade bata à sua porta, aproveite a oportunidade que ela te da hoje."
Re Aquino
Para ouvir clique na música.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
O Obstinado
Gregório era um grande empresário de sucesso, 40 anos, filho único, seus pais já eram de idade avançada e ele quase não conseguia vê-los pela falta de tempo, às vezes a sua secretária ligava para saber como estavam passando, mas em épocas especiais Gregório lhes mandava presentes.
Gregório não tinha companheira, pois nenhuma mulher aguentava os esquecimentos, os atrasos e a falta de interesse dele, a cada dia era uma novidade no mercado financeiro ou sempre estava viajando, correndo de um lado para o outro atras de superar as metas que sempre se impunha.
Sua empresa crescia de "vento em popa" e seus lucros subiam cada vez mais, mas enquanto isso acontecia e ele prosperava, perdia seus amigos, família, saúde e o próprio tempo.
Um dia chegando em casa, já bem tarde, Gregório se sentiu muito cansado, sem fôlego, seus empregados já estavam recolhidos, então ele foi até seu bar e preparou uma bebida, pensando que o deixaria um pouco mais relaxado.
Subiu as escadas com o copo em uma das mãos e tirando a gravata com a outra, se apoiando pela parede, sentindo-se meio estranho, entra em seu quarto, coloca o copo na mesinha, senta na cama e quando tira sua blusa para tomar um banho antes de dormir, ele sente uma forte pontada no peito, tão forte que não o permite respirar, ele passa a mão no bolso da sua calça, pega o celular e disca para seu mordomo que está dormindo em seu quarto, logo , Gregório cai para trás e desmaia.
De repente Gregório acorda em um quarto claro, com algumas pessoas de branco a sua volta, e pergunta:
-O que faço aqui, o que são esses fios?
O médico se vira e diz que ele foi salvo por pouco, pois havia tido um enfarte, mas que já estava tudo bem, o médico ainda completa: -Mas se seu amigo não tivesse te socorrido...
Gregório passa a mão na cabeça, segura os fios dos aparelhos e tenta se lembrar do ocorrido, então ele lembra que a unica coisa que fez, foi ligar para seu mordomo, então no mesmo minuto ele pede ao médico para vê-lo.
O médico chama o mordomo até o quarto, ele entra e pergunta como Gregório estava, Gregório diz que está bem e o agradece por tê-lo salvado à vida.
Gregório volta para sua casa e passa alguns dias recluso, até que ao retornar para a empresa, ele decide fazer uma reunião.
Todos já reunidos, ele diz:
-Estive pensando: Depois desse episódio serei outra pessoa, analisei alguns fatores e resolvi que irei fazer uma viagem, estarei deixando a empresa sob a direção da Ana Lúcia, vi que é a melhor pessoa que pode ocupar o meu lugar.
Ele ainda não sabe para onde vai, mas pede para que seu mordomo prepare suas malas.
Gregório pergunta seu mordomo se suas malas já estão prontas, e diz que depois de tudo será um outro homem, mas ao chegar em seu quarto, ver uma mochila em cima da cama, e chama seu mordomo.
-Não entendi, onde estão minhas malas? Vejo somente essa mochila, o que você colocou aqui, não cabe nada!!
Gregório abre a mochila e ver que tem um terno, um jeans e um par de tênis, um par de chinelos e bermuda.
Ele então pergunta ao mordomo o que seria aquilo, o porquê que depois de anos ele faria uma brincadeira daquelas com ele.
O mordomo diz:
-Senhor, não é uma brincadeira, mas isso será tudo de necessário para seu uso. Escolhi as peças de acordo com as oportunidades que o senhor pode ter. Terno para os momentos de responsabilidades, tênis e jeans para momentos de lazer e chinelos para momentos relaxantes.
Então Gregório meio estressado com a ignorância do mordomo retruca:
-Como assim meu caro, você acha que em uma viagem eu usarei apenas 3 peças de roupas?
O mordomo calmamente o responde:
-Meu senhor, sei que será necessário o uso de outras peças, mas se pensar bem, verá que isso é a única coisa que precisará para ser não um outro homem, mas um homem capaz de olhar o mundo com inúmeras possibilidades para ser feliz.
Re Aquino
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
Super 8
Recomendo
A trama se passa no verão de 1979, quando um grupo de seis garotos, em uma cidade industrial de Ohio, testemunha uma catastrófica colisão noturna de uma caminhonete com um trem de carga.
Eles registram tudo com a câmera Super-8 com a qual estavam tentando fazer um filme. Não tarda para que eles comecem a desconfiar que aquilo não foi um acidente, quando misteriosos desaparecimentos começam a acontecer e a Força Aérea tenta encobrir a verdade — algo muito mais terrível do que eles poderiam imaginar.
Título Original: Super 8
Elenco: Joel Courtney, Jessica Tuck, Joel McKinnon, Miller, Ryan Lee, Zach Mills, Riley Griffiths
Direção: J.J. Abrams
Produção:J. J. Abrams, Bryan Burk e Steven Spielberg
Nacionalidade: Americana
Gênero: Ficção científica
Esse filme mexe com o imaginário e a fantasia que deve ter existido na infância de muitos que nasceram nas décadas em que a tecnologia não influenciava como hoje em dia. Crianças que procuravam um acontecimento surreal, uma história ou uma fantasia existente somente nas mentes criativas, quem nunca quis vivenciar um acontecimento único e fora da realidade?
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