domingo, 18 de maio de 2014

Falta algo




Um dia acordei e vi que faltava algo, sentia falta, mas não sabia do que era.

Fiz minhas atividades como sempre, tomei um banho antes do café, liguei a TV, mas sempre pensativa. O que será que está faltando? 
Reguei as plantas, lavei a louça, rotina do dia a dia. 
Sentei novamente no sofá e liguei a TV, olhei para um lado depois para o outro, sem saber o porquê daquela sensação, qual o motivo daquela falta, senti-me melancólica, com vontade de chorar, senti-me mal. 
O final da tarde foi chegando, meu coração acelerado, na espera de um telefonema, quem sabe se com um bom papo eu poderia lembrar, talvez alguém dissesse uma palavra que fosse a chave para o meu enigma, ou não, mas de tudo já valeria a pena.

Sentia-me mais ansiosa, pois o tempo passava e nada.

Resolvi que sairia para distrair a mente, olhar as pessoas, caminhar um pouco, talvez eu esqueceria de pensar no que estava faltando. Mas depois de pronta, desisti, questionei, resmunguei. 
Pronto, o telefone tocou, então fui atender:
 - Alô! 
Eu respondi:
 - Oi!
 A pessoa do outro lado da linha perguntou:
 - Quem fala?
 Neste mesmo milésimo de segundo o fone caiu da minha mão, e tudo ficou tão claro. 
Uma simples pergunta, “Quem fala?”  me fez refletir que faltava algo sim, mas que não era material e sim algo que nunca deve faltar, algo importante, indispensável, um bem maior, algo que deve ser lembrado todos os dias, horas, minutos, segundos... 
Lembrar de quem somos, o que temos feito por nós mesmos e por tudo que está ao nosso redor, lembrar que cada dia que termina, não volta, que viver em uma rotina constante não traz crescimento, mas traz perda de tempo, tempo esse tão importante para uns que já não o tem mais.

Tenhas esperança, expectativas na vida, sonhos, cuide-se, olhe-se no espelho, dar-se valor, diga que és linda, magnífica, maravilhosa, aceite um elogio de quem te ama. 
Simplesmente, ame-se todos os dias, com sol ou chuva, com problemas ou não, estando bela ou nem tanto, mas nunca esqueças o seu valor, que és importante, que és mulher.

Re Aquino 

                                      (Clique para ouvir)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Meu anjo


Queria poder ir mais além
Seguir seus passos até te encontrar
Olhar nos seus olhos e descobrir que ainda faço parte de ti
Queria te amar
Segurar suas mãos
Sentir seus beijos, os mais demorados, aqueles roubados, como diz em uma canção
Lembrar dos momentos quentes, já existentes, que nunca esqueci
Ter aquela alegria intensa
Saudades...
Queria só por mais um momento estar em seus braços, sentir seus carinhos e ouvir sua voz
Poder te encontrar de novo, sentir o teu corpo e te amar
Queria você como um dia eu tive, completo ao meu lado, mesmo confuso, mas apaixonado por mim. 

Re Aquino

Para curtir:
Angel - Jon Secada  (clique para ouvir)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nas pequenas coisas


Com o passar do tempo deixamos de perceber a importância nas pequenas coisas.
Não sentimos mais aquele cheirinho de terra molhada no final de uma tarde... 
As manchas da lua cheia em uma noite de céu estrelado...
O sorriso de uma criança no banco de trás de um carro...
O balanço do galho de uma árvore quando o vento sopra...
A melodia de uma música antiga...
Um banho de chuva...
Uma corrida de pés descalços na grama...
Uma onda no mar...
Uma nuvem com formato de ovelha...
Coisas que um dia descobrimos e que hoje deixamos de lado, que esquecemos como foi bom, cada coisa vivida e experimentada.
Podemos não ter nada, mas todo conhecimento e todas as experiências ao decorrer da vida ninguém pode roubar de nós, somente é retirado se deixarmos cair no esquecimento.
Tentar ser criança uma hora por dia, isso permite lembrar de todas as coisas que vivemos, ser puro uma vez por dia, ter o coração de criança com a força de um adulto, é vital para o ser. 

Re Aquino

sábado, 10 de maio de 2014

Caros leitores,




Algum tempo atrás eu tinha um blog de poesias, pensamentos, contos, compartilhava letras de músicas que tocavam meu coração. Hoje definitivamente estou com este novo blog, estou adorando voltar a escrever e poder compartilhar alguns pensamentos com todos, pois do que adianta sonhar, expandir a mente e voar com a imaginação, se não permitir que outras pessoas viajem junto nesse mundo de inúmeras possibilidades.
Espero que vocês leitores, gostem de cada postagem e participem com suas opiniões e ideias.


Re Aquino


Curtam a música:

Come Away With Me  - Norah Jones

  (clique para ouvir)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Flor Amarela


Em uma cidadezinha, morava uma senhorinha viúva que cultivava sua terra, trabalhava dia após dia para alimentar seus filhos.
Os anos passaram e seus dois pequenos filhos cresceram.
Um dia José o filho mais velho decidiu ir para cidade grande investir na sua carreira, queria estudar, trabalhar e economizar alguns trocados para depois voltar e ajudar sua mãe que tanto trabalhou. O outro, João, decidiu ficar e continuar a trabalhar na terra, pois pensava em cuidar de sua mãe que já não era tão moça.
Os dois evoluíram, um virou doutor e outro fez a terra prosperar e dar muitos frutos, porém José não voltou como havia prometido, a cidade grande o conquistou e somente em datas comemorativas mandava lindas flores para sua querida mãe, João, não saía de perto e continuava cuidando dela assim como no inicio.
Em todas as datas comemorativas José que era doutor mandava flores. Mas João, um dia observando sua mãe no caminho de casa, percebeu que sempre ao passar perto de umas rochas ela olhava encantada para algumas flores amarelas que cresciam bem lá no alto.
Um dia depois do trabalho, João escalou aquelas rochas e conseguiu pegar a ultima flor que resistiu em pouca terra que havia entre aquelas rochas, mas quando ele desceu, não esperava por um belo escorregão e ao se segurar, esmagou a bela flor amarela entre sua mão e a rocha.
João ficou desolado, pois queria fazer uma surpresa para sua mãe, já que aquela pequena flor amarela iluminava seus olhos toda vez que ela a via, foi então que ele teve uma ideia, pegou um vasinho, colocou terra de perto do riacho e enterrou aquela flor, ele tinha a esperança de que um dia ela poderia crescer e dar outras flores tão lindas quanto.
Após fazer isso João chegou em casa com o vasinho nas mãos e viu a sala cheia de flores, sentiu um perfume maravilhoso, eram as rosas que seu irmão José mandara entregar, João, meio triste por não ter conseguido levar aquela flor amarela inteira, deixou o vasinho próximo a janela e pediu para que todos os dias sua mãe o regasse. Sua mãe sem entender muito o que era, cumpriu com a promessa e todos os dias pela manhã ela regava aquele vasinho de terra.
Um dia apontou um pequeno ponto verde, então ela curiosa para saber qual plantinha era, continuou a cuidar. Com o passar do tempo aquela mudinha fora crescendo, e estava mais forte e várias folhas apareceram. As flores que José havia entregado não resistiram com o tempo, murcharam e apodreceram e atraíram até moscas, então foram jogadas no lixo. Embora sua mãe não sabendo qual era aquela plantinha, ela continuou a regar.
Quando José enviou novas rosas a sua mãe, aquela plantinha também florescia, e quando ela viu a flor amarela seus olhos encheram de lágrimas imaginando como foi árduo o empenho de João quando chegou com aquele vasinho de terra em casa e a presenteou. Aquela flor amarela sempre irá florescer , pois possui raízes, mas as que José sempre manda entregar, serão lindas, mas depois de alguns dias murcharão.

Re Aquino

sábado, 3 de maio de 2014

Ser Amigo, é...

Ser amigo, é...


...dedicar um tempo para estar junto, mesmo que distante...
É saber respeitar, mesmo sabendo que suas idéias são diferentes...
É saber ouvir, e ficar atento no que ele diz...
É saber falar no momento certo, e saber quando calar...
É olhar nos olhos...
É saber não magoar, mesmo naqueles momentos difíceis...
É não mostrar sempre os erros, mas tentar ver os acertos...
É cuidar, sem proteger demais...
É encorajar...
É dizer o que sente, as coisas boas e as “não tão boas” também...
É ser verdadeiro, por mais que contrarie o outro...
É ser humilde por espontaneidade, e não dizer “eu sou humilde!”, pois quando diz, já deixou de ser...
É ser solidário, sem esperar recompensas...
É não exigir aquilo que não sabes se um dia também não poderá fazer...
É entender um momento de fúria, mas não aceitar, depois com calma, resolver...
É aceitar o outro do jeito que é, sem esperar que ele se torne um clone seu...
É erguer quando o outro cair...
É esquecer as coisas ruins do passado e lembrar só dos momentos bons...
É dizer coisas boas, manter um sorriso nos lábios, brincar como se tivessem cinco anos...
É amar, independente das manias loucas...
É compartilhar...
É ser saudável...
É dar liberdade...
É ter sensibilidade, sem ser sensível, pois assim saberá suprir o outro em um momento de crise...
É não tomar pra si as dores do outro, e sim cuidar das feridas...
É ser alguém especial...
É existir sempre...
É amar incondicionalmente...
É “curtir” um final de tarde na praia, ou um começo de noite no shopping...
É ser você...

É ser simplesmente amigo.


Re Aquino


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Joaquim e o Dragão


   


O motorista do ônibus entra na estradinha de terra e areia, levantando um pouco de poeira, pois o dia tinha sido de sol e muito calor. O ônibus para, Joaquim desce avistando sua mãe no pequeno portão de madeira que ficava na cerca de trás junto a um jardim com várias flores coloridas e plantas rasteiras. Joaquim corre para sua mãe, acena para os coleguinhas que ficaram no ônibus e segura a mão de sua mãe e juntos caminham até a porta da cozinha. 
O menino mais que depressa pergunta sua mãe se ela havia feito bolo, sua mãe balança a cabeça com um lindo sorriso afirmando, com um leve tapinha em seu bumbum o manda lavar as mãos. Ele corre para o banheiro, troca sua roupa, lava suas mãos e se olha no espelho pensando que falta pouco para seu pai chegar em casa para brincar com ele.
O menino desce as escadas cantarolando, senta-se a mesa e sua mãe fala que o bolo é o que ele mais gosta, bolo de formiga. Ele sorrir e viaja em sua imaginação, visualizando o bolo em cima da mesa e várias formiguinhas marchando em direção ao bolo, entrando em seus furinhos e virando pequenos pedaços de chocolates. Sua mãe parte uma fatia e leva até o pratinho que está em uma das mãos de Joaquim, mas enquanto a fatia se aproximava do pratinho algumas migalhas caem pela mesa e o menino com seus dedinhos pequenos e roliços catam as pequenas migalhas e de pouco em pouco as coloca em sua boca. 
Joaquim se apressa em comer, pois sabia que faltava pouco para a brincadeira começar. O menino ouve o portão da garagem fazendo aquele barulho de enferrujado. Joaquim logo se levanta com a sobra do bolo em sua mão e corre para fora.
Seu pai logo pega as duas espadas de brinquedo que estavam no canto da varandinha, pois Joaquim adorava bater espadas, sentia-se um príncipe a matar o dragão do penhasco encantado. Os dois seguiram brincando até chegar próximo a um penhasco que tinha uma vista linda para o mar, onde tinha uma caverna que descia até o mar, era muito perigoso, pois a maré subia e enchia boa parte, e quando o mar estava muito agitado as ondas entravam por sua fenda empurrando o ar até a saída da caverna emitindo um som parecido com um gruído de um animal muito grande, por esse motivo essa caverna tinha o nome de O Dragão do Penhasco.
Sempre ao chegar perto da caverna o menino pedia a seu pai para derrotar aquele Dragão e seu pai dizia que era impossível porque até aquele dia ninguém havia conseguido.
Seus pais sempre mantinham acesa a fantasia em Joaquim, achavam que era muito novo para participar de toda a realidade do mundo adulto e com isso dentro deles também existia aquela infância que nunca seria roubada.
Os dois retornaram para casa, por já está anoitecendo, mas não podiam perder aquele lindo por- do- sol, que avistavam daquele penhasco mágico.
Logo chegaram em casa e foram se preparar para saborear o jantar que sua mãe havia preparado com todo carinho.
Isso se repetia todos os dias, a mesma rotina, mas que para aquela família se diferenciava a cada momento.
Um dia o menino que esperava o pai ansioso para brincar, teve que se divertir sozinho, pois o pai ficaria preso no trabalho até mais tarde, pois um amigo teria adoecido, e por isso precisaria então adiantar as tarefas para o dia seguinte. Joaquim pediu para brincar sozinho, sua mãe o recomendou ficar até o limite do alcance dos seus olhos, que seria até o final do gramado de seu quintal. Mas nesse dia o tempo estava nublado, possível de tempestade. O menino começou a brincar, sua mãe sentada na varandinha observando a alegria e junto sendo feliz por ter uma família maravilhosa. O telefone toca e ela precisa atender, logo fica entretida com sua mãe contando que sua cadelinha tinha tido 5 filhotes, seria boa hora para Joaquim ter a responsabilidade de um outro ser em sua dependência – pensou sua mãe. Enquanto isso o menino ainda lá fora brincando com o vento, foi se distanciando, até que começou a ouvir aquele dragão gruindo fortemente, ele para, seus bracinhos se arriam, ele fica estático por alguns milésimos de segundo e cada vez aquele gruído ficava mais forte. O menino com a espada em uma das mãos, caminha lentamente na direção da caverna, ele fica hipnotizado, com sua imaginação “a mil”. Quando chegou ao limite máximo permitido por seu pai e o vento já soprando em seus cabelos, ele ergue uma de suas mãos ficando no aguardo da saída daquele dragão monstruoso, como o dragão não saía o menino resolveu ser o bravo e mesmo inseguro, ele, passo a passo caminha para a entrada caverna. O vento ficava mais forte e seus olhinhos já estavam úmidos das gotículas das ondas, até que ele entra. De repente um grito corta o gruído e o menino é segurado firmemente em seu braço por sua mãe. Ela ajoelha e o abraça bem apertado e com muito carinho, ele apenas diz: - Mamãe eu só queria matar o dragão, quem sabe mamãe ele nem é tão mau assim, pois ele só faz barulho e nunca saí para nos atacar, será que ele não quer ser meu amigo? Sua mãe o pega no colo e voltam para casa. 


Os pais de Joaquim entendem que por mais que a infância seja perfeita, tem um momento em que a realidade é necessária, mesmo que amadureça os sonhos, a imaginação e a fantasia.


Re Aquino